Hoje tem cidadania? Tem, sim, senhoras e senhores! Celebrado em 27 de março, o Dia do Circo marca o nascimento de Piolin (1897-1971), um dos maiores nomes da história circense brasileira. Nascido em Ribeirão Preto (SP). Por meio da sua política de patrocínios culturais, a Transpetro apoia o circo social, priorizando iniciativas com impacto social e geração de oportunidades.
Ao longo do tempo, o circo passou por profundas transformações. Além do modelo tradicional, com lona, picadeiro e números clássicos, surgiram novas expressões, como o circo contemporâneo, que dialoga com o teatro, a dança e a música; e o circo social, uma vertente que utiliza a linguagem circense como ferramenta de educação, inclusão e cidadania.
O circo social é o eixo central de dois projetos patrocinados pela Transpetro, reafirmando seu compromisso com a promoção da cultura, da inclusão social e do desenvolvimento humano.
Um deles é o espetáculo “Circo Science - do Mangue ao Picadeiro”, da Escola Pernambucana de Circo, referência cultural da Zona Norte do Recife. Criada em 1996, a EPC atua há quase três décadas promovendo inclusão social por meio das artes circenses, do teatro, da dança e da música, fortalecendo a cadeia produtiva do circo em Pernambuco e no Brasil.
O outro projeto é o Centro Cultural Arte em Construção (CCAC), localizado na Cidade Tiradentes, zona leste de São Paulo, principal iniciativa do Instituto Pombas Urbanas. O espaço abriga o Grupo de Circo Teatro Palombar, um coletivo profissional de circo contemporâneo que alia arte e realidade social da periferia.
“O circo social tem como princípio a educação popular, democrática e participativa, em que todos estão envolvidos no processo de ensino e aprendizagem”, explica a coordenadora executiva da Escola Pernambucana de Circo (EPC), Fátima Pontes. Segundo ela, as práticas circenses desenvolvem competências socioemocionais como concentração, autoestima, trabalho em grupo e superação de desafios. “O circo é essencialmente uma arte coletiva. Para uma pirâmide humana acontecer, por exemplo, é preciso confiança, respeito e compreensão de que todos são igualmente importantes”.
Do mangue ao picadeiro
Em 2025, com patrocínio da Transpetro via Edital Transpetro em Movimento, o espetáculo “Circo Science – do Mangue ao Picadeiro” circulou por São Paulo (SP), Goiânia (GO), Belo Horizonte (MG), Campo Grande (MS), Ipojuca (PE) e Recife (PE), com apresentações, oficinas de formação circense e rodas de diálogo. Para 2026, com patrocínio direto da companhia, estão previstas novas exibições em Manaus (AM), Palmas (TO) e São Luís (MA), ampliando o alcance do projeto.
Inspirado no movimento Manguebeat, liderado por Chico Science, o espetáculo une circo, música, teatro e identidade cultural nordestina. “Mais do que formar artistas, o circo social forma pessoas para a vida”, destaca Fátima. “Mesmo que a criança ou o jovem não siga carreira artística, ele se torna um cidadão mais consciente, com senso de coletividade, respeito às diferenças e entendimento do seu papel no mundo”.
Conectando projetos
“A importância do circo social dentro do trabalho do Instituto e no Centro Cultural Arte em Construção é criar um espaço seguro de aprendizagem para meninos e meninas para que elas possam desenvolver suas capacidades e o aprendizado ligado à educação formal mais de uma maneira lúdica por meio, especialmente, da arte e de uma cultura de paz”, afirma Adriano Mariz, presidente do Instituto Pombas Urbanas.
Segundo ele, o projeto promove transformação social e abre caminhos para a capacitação profissional. “Um dos maiores resultados é a criação do Circo Teatro Palombar, que hoje se destaca no cenário nacional e atua em rede com projetos de circo social no Brasil e no mundo”.
Adriano comenta que nosso patrocínio fortaleceu essa troca entre projetos ao promover o intercâmbio de práticas metodológicas, artísticas e pedagógicas entre o Palombar e a Escola Pernambucana de Circo. “Juntar dois grupos de territórios diferentes, com resultados artísticos tão potentes, só foi possível graças a esse apoio”, ressaltou.
Patrocínio que gera impacto cultural e social
“O circo social dialoga diretamente com a nossa política de patrocínio ao utilizar a linguagem artística como ferramenta de inclusão social e profissional de jovens em territórios periféricos”, destaca a gerente geral de Comunicação Empresarial, Lilian Rossetto, reforçando nosso apoio a ações que promovem o desenvolvimento socioeconômico, gerando renda para artistas e profissionais envolvidos na montagem dos espetáculos. “Nosso olhar, enquanto empresa patrocinadora, é voltado para projetos, movimentos e produtores culturais que atuam em localidades como as periferias de São Paulo e Recife, berços do Circo Palombar e da Escola Pernambucana de Circo, respectivamente”.
Neste Dia do Circo, celebramos uma arte que vai além do entretenimento. Uma arte que educa, transforma, gera pertencimento e constrói caminhos de cidadania. Dentro e fora do picadeiro.