A Transpetro levou sua marca e um pouco das suas iniciativas com foco em sustentabilidade e eficiência energética para o encontro do Comitê Marítimo Internacional (CMI), que é considerado o maior evento internacional privado jurídico de Direito Marítimo. A edição deste ano, realizada entre 12 e 15 de maio, no Rio de Janeiro, reuniu cerca de 400 participantes (a maioria vindo de diferentes continentes).
O encontro discutiu os desafios atuais, tendências globais do setor marítimo em aproximadamente 70 palestras, mesas redondas e debates conduzidos por especialistas, autoridades e representantes da magistratura, da gestão pública, do setor jurídico, das empresas e da academia.
Eficiência energética
Ao abordar o tema “A nova ordem mundial e aspectos legais: a importância das convenções internacionais para o Brasil”, o diretor de Transporte Marítimo, Jones Soares, falou sobre “o papel cada vez mais estratégico para a estabilidade econômica, energética e geopolítica que o transporte e o direito marítimos assumem no cenário atual, marcado pelo interregno entre a antiga ordem global e uma nova configuração ainda em consolidação”.
Jones destacou o plano da companhia para a descarbonização da frota, que já evitou a emissão de 21 mil toneladas de gás carbônico (CO2) para a atmosfera, entre 2022 e 2025, por meio da incorporação de novas tecnologias, e apresentou as usinas solares implementadas nos terminais de Guarulhos (SP) e Belém (PA).
Ao falar sobre “o papel dos terminais marítimos na descarbonização do transporte marítimo”, o gerente setorial de Processos Operacionais Offshore, Filipe Santana, afirmou que a diminuição das emissões do shipping não depende apenas dos navios. Segundo ele, os terminais marítimos têm papel estratégico nessa transição, por terem a capacidade de viabilizar essa redução tanto durante a permanência do navio no terminal quanto em sua navegação até essas instalações.
A apresentação abordou desafios técnicos, operacionais e regulatórios ligados a combustíveis alternativos, fornecimento de energia elétrica em terra (Onshore Power Supply - OPS), captura de emissões em berço e otimização de viagens marítimas. Segundo Filipe, a descarbonização do setor exige colaboração, confiança, padronização, contratos adequados, regulação clara e capacitação técnica, com os terminais atuando como elo fundamental para a implementação segura dessas soluções.
Sobre o CMI
O CMI, sediado na cidade belga de Antuérpia, atua para trazer discussões relevantes e atuais sobre direito marítimo para a comunidade de shipping brasileira e para as autoridades nacionais, como Marinha do Brasil, Agência Nacional dos Terminais Aquaviários (Antaq) e Ministério de Portos.
Desde a fundação do comitê, em 1897, seus eventos somente haviam sido realizados em países latino-americanos por três vezes. Anteriormente, o Brasil foi anfitrião da edição de 1977.